Por tanto tempo
vagamos no deserto,
desolados,
diminuídos.
Descrentes e desiludidos.
Desde o delírio do início,
diversos dias de dor.
Dia dois se desdobra doravante.
Dia de desvencilhar-se do dissabor derradeiro.
No deserto eu descobri que sou rio caudaloso .
Minhas águas são escandalosas,
e o desavizado que se aproximar,
pode dissolver-se no desfile desordenado do que
dorme e do que desperta.
No deserto eu descobri como transformar palavra
em colheita,
e dela me deleitar.



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